Quando estava cursando a Faculdade de Economia na UFJF eu questionava o meu ego sobre a real necessidade de estudar cálculo, derivada e integral, como também, na administração a aplicação dos conceitos de gestão. Simples Teorias.
Na prática pude perceber que nada disso é viável se o SISTEMA não quiser. Se não vejamos: As empresas com problemas gerais buscam sempre as soluções mais fáceis: a demissão. Conceitos, gestão estratégica, logística, planejamento, plano de cargos e salários, sistema de custo, contabilidade gerencial, reengenharia, benchmark qualidade total, dentre outras, nem pensar! A demissão será sempre mais fácil.
No poder público as coisas são piores ainda, pois é mais fácil tributar do que reduzir custos e trazer para dentro o conceito de qualidade e produtividade.
Um ótimo serviço público disponibilizado a comunidade, nada impedirá de ser cobrado um delta a mais, pois o cidadão não vai reclamar, entende que paga mais para ter serviços de qualidade. Se você não acredita veja os serviços disponibilizados nas áreas de saúde, educação, segurança, previdência, turismo, transporte urbano e transito. É um verdadeiro caos e eles acham normal.
As tragédias acontecidas nas cidades serranas são resultados desse tipo de coisas que estamos falando. No Brasil existem muitas áreas de preservação permanente, as APPs , e o poder público não trabalha na precaução e sim no apagar incêndio. Quando alguém começa a interferir na área o poder publico deve agir rápido e coibir, as construções usando como instrumento a lei. Mas o interesse e o sistema não permitem a ação, é puro populismo. Nos morros não se pode construir moradias, bem como, em beirada de rios e riachos, mas o voto sempre fala mais alto. A constituição federal não funciona, pois temos dois valores de julgamento. O pobre pode e o não pobre não pode. Durma com isso. Os canais de televisão de deliciam entrevistam até mortos.
Os guardas de transito ao invés de administrarem o transito eles preferem o mais fácil: as multas, observem em sua cidade e principalmente nas esquinas, parece brincadeira de esconde-esconde. Lembra-me, Raul Gil, vamos faturar, vamos faturar, espere um pouquinho, vamos faturar.
Mas o motivo de minha revolta é que a PJF buscando aumentar as suas receitas, começou a mapear a cidade para a cobrança de estacionamento rotativo. Em bairro residencial, a PJF permite a abertura de bares e restaurantes, que trazem sérios transtornos aos moradores, pois eles nunca respeitam a lei do silêncio, aliás, quem obedece lei neste País. È um verdadeiro desrespeito ao direito do cidadão.
Voltando as ruas de estacionamento rotativo, a PJF estabeleceu os procedimentos e normas que sempre são de cima para baixo, sem consultarem os moradores lindeiros e esses agora, passam a pagar para deixarem os seus carros em frente as suas casas, nas horas de almoço e outras horas de necessidade, tudo em beneficio da arrecadação municipal. Tiram a liberdade dos moradores e a sua comodidade. Lembra-me a colocação de antenas celulares na cidade, uma lei que as proibia e não era respeitada, pois eram colocadas assim mesmo. O Supremo tornou a lei inconstitucional e a Câmara de Vereadores tenta defender a sua aplicação porém o processo tomou doril. Em São Paulo as pessoas estão entrando na justiça e estão ganhando, porém nunca irão receber o direito do ressarcimento dos valores dos veículos roubados na rua. Se você paga esta taxa para estacionar seu carro e a fiscalização fica em cima o tempo todo, porque não se responsabilizar-se pelo serviço cobrado, tentam parecer um processo miope. Temos que exercer o direito da cidadania e cobrarmos da PJF o ressarcimento dos prejuízos que por ventura ocorrerem, é seu direito, receber, aí é outra coisa.
Considerações gerais: No RJ bandido envia celular para dentro do presídio utilizando arco e flecha; Pessoas roubam os donativos para as pessoas necessitadas da tragédia do RJ; Haja bolsa família para as comunidades com objetivo de minimizar a pobreza se a toda hora o congresso aumenta seus salários acima de 60%. A China livremente destrói a indústria nacional e ninguém é responsabilizado, é só ver o estrago a indústria têxtil. Se você pensa que as autoridades acabaram com os marginais do Rio de Janeiro com a tomada do morro do Cruzeiro estão enganados, hoje o helicóptero da globo foi atingido, cobrindo uma ação policial. Chega.
Deu para entender o porquê do inverso. Cafunga do atlético explica o fenômeno: O que está certo está errado.