Apesar do desaquecimento da produção industrial no primeiro quadrimestre do ano tanto a nível municipal como estadual e nacional, fruto de políticas macroeconômicas objetivando frear viés de crescimento do processo inflacionário, como o aumento a taxa de juros básica para 12,25%, inibindo decisivamente investimentos e poupança, além da lenta recuperação do mercado internacional, temos muito a comemorar pelo que o
nosso ambiente produtivo está projetando a curto e médio prazo, que são os investimentos privados em plantas industriais, tanto em implantações e expansões, totalizando um montante aproximado de R$ 1 Bilhão de reais, gerando cerca de   8.000  empregos diretos, o que vai gerar riquezas tanto para o ambiente como para o governo.

Porém, não podemos deixar de nos manifestarmos contra a decisão do Banco Central de elevar essa taxa de juros a Selic, aprovada pelo Comitê de Política Monetária- Cupom. O aumento não faz sentido, incomoda o meio produtivo, pois vemos sinais evidentes de controle da inflação
o que denotaria uma atitude contrária a tomada pelo Comitê. Se continuarmos a adotar essa miopia que induz as empresas a pisarem no freio, reduzindo a produção e postergação de investimentos, provavelmente teremos um impacto negativo na geração de empregos e consumo, podendo a economia ficar estagnada. O empresariado tem feito o seu dever de casa e espera que o governo também o faça, pois a contenção dos gastos públicos federais e a redução da execução dos governos estaduais tem prejudicado o setor da construção civil a nível federal, refletindo em nosso município. A crise mundial que nada mais é do que a continuação da crise de 2008 mais encorpada poderá trazer sérios danos a nossa economia, pois irá afetar de principio o mercado externo, minimizando as nossas exportações. Os países superendividados entrando em processo de recessão não demandaram mais volumes anteriores de importação dos países em desenvolvimento o que poderá criar enormes gargalos de produção.

A quebradeira não poderá ser resgatada a curto e nem a médio prazo, serão tomadas medidas de controle e resgate de acordo com o fluxo monetário a surgir. Os EUA tentarão injetar recursos para tentar consertar o furo, porém na crise de 2008, fizeram a mesma coisa e não deu certo, pois os prejuízos foram enormes e os recursos taparam simplesmente buracos negros. O nosso governo está preocupado, não estamos blindado a esses fatos globalizados, desta vez o bicho vai pegar.

Sempre comentei em respostas ao Governo de Minas que apenas o decreto do governo relativo a incentivos fiscais não iriam solucionar o problema de implantação de plantas industriais em Juiz de Fora, o nosso maior problema eram áreas. Desde o fim da CDI e entrada da CODEMIG que não sentimos o cheiro de plantas industriais. O Governo alega que não tem mais recursos  para isso, que o ideal é que se juntem o Governo  Estadual, Municipal e empresários, numa forma de PPP. O problema é todos eles dizem que não tem recursos e ai a coisa emperra.

Recentemente em jornal da cidade vimos autoridades de JF dizendo que nossa cidade não tem disponíveis plantas industriais públicas e sim privadas. Especulação a solta é o caso mais comum. O meio ambiente também colabora para emperrar o crescimento e desenvolvimento.
Gente este problema já é antigo e agora volta à tona, isso devido à demanda excessiva se indústrias e empresas que querem investir em Juiz de Fora. Antes as autoridades negavam o problema. Imaginem só, já com todos eles atores negando colocar dinheiro em um projeto, como vamos viabilizar condomínios empresarias em nossa cidade, se esta tentativa antes não obteve sucesso. Todos entraram para a seita do Gerson, “Vamos levar vantagem, Queremos levar vantagem, Eu só penso em vantagens, Salve as vantagens”.

Os sinais internos são excelentes, temos enormes investimos a porvir e eu destaco o melhor como sendo “O Parque Tecnológico”, este investimento com certeza irá modificar Juiz de Fora. Não podemos ficar omissos ao que de melhor temos em investimento mundial, que é Tecnologia, melhores salários, melhores profissionais, melhores mercados, melhores preços, melhor comunidade, melhor ambiente, melhor social e melhor qualidade de vida, parabéns a Universidade Federal de Juiz de Fora e ao nosso amigo Dr. Paulo Nepomuceno. Outro reconhecimento é para a Secretaria de Desenvolvimento da PJF e aos membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico, que estão realmente vestindo a camisa da cidade, participando ativamente dos processos de mudanças sustentáveis.

Juiz de Fora no primeiro semestre apresentou um crescimento pequeno de nossa indústria com base no faturamento de 5,58%, isso devido aos efeitos da política monetária do Banco Central e também de nossa política fiscal, já que nos primeiros meses deste ano os crescimentos foram muito menores. Esse arrefecimento é justificado, já que o processo de desindustrialização nacional começar a  mostrar as unhas, o que levou a nossa Presidente a criar o pacote “Brasil Maior” que nada mais é pedaços de retalho a ser construído. È o começo, temos muito a fazer pela indústria nacional e esperamos que seja o mais rápido possível, senão quando acontecer não teremos mais industrias.