Há uns anos atrás, inúmeros empreendedores, aqueles que trabalhavam nas oportunidades ondas (nichos instantâneos), abriram atividades econômicas ligadas à revenda de veículos importados, porém como vivemos em um país de incertezas, todas fecharam, isto é a atividade morreu e junto morreram os sonhos dos empreendedores, fruto de nossa conjuntura econômica, relativa à política restritiva a veículos, justificando, defesa da indústria nacional.

Como no jogo, o que é bom repete, vimos agora o mesmo efeito em nossa economia, quando tudo parecia calmo e suave, o fato se repete,  lógico com um detalhe, desvalorização do real. Música do Cazuza, O Maior Abandonado, na integra: Eu estou perdido sem pai e nem mãe, bem na porta da sua casa. Justificativa, sem sentido. Porque não reduzimos a carga tributária nacional dos meios produtivos do país, porque não incentivemos a utilização das ferramentas da administração moderna, porque não investimos em P&D, porque não inovamos o produto. Os automóveis nacionais são os mais caros do mundo e ainda querem beneficios, coisa de gentalha.

O Brasil se dará muito bem nas Olimpíadas, como os primeiros lugares, em: Juros Altos, Encargos Sociais Altos, Prazos de financiamentos curtos, Salários baixos, desemprego alto, qualificação de mão de obra insignificante, falta de mão de obra, Assalto com vara, Tiro a distância,
saúde em baixa, educação em baixa, eliminação de aposentados, Investimento em estádios estonteantes, etc.

É mais fácil sobretaxar os veiculo importados, que em tese entram no nosso país pelas suas montadoras multinacionais, que investiram e geraram empregos. Para sobretaxar os produtos originários da China no campo do calçado, têxtil, brinquedos e etc.

A carga tributária que incide sobre o veiculo nacional chega a 47% do valor do mesmo, tornando-o não competitivo, o que está se fazendo são infração as leis da OMC.

Quanto a Crise, eu já vinha avisando há bastante tempo, pois alertava para a segunda onda da crise bancária e imobiliária americana. O presidente dos EUA injetou 8 trilhões de dólares na economia mundial com o objetivo de recuperar economias, porém o tiro saiu pela culatra,
os países tomadores, taparam os buracos da crise e não reinvestiram nada.

Todos estão endividados, o Brasil como passou por perco não foi afetado diretamente, pois é um pais em desenvolvimento e não tinha cacife para participar do pôquer.

Tivemos turbulências econômicas devidas os países terem sido afetados nos processos de comercialização, isto é deixaram de comprar e retiraram investimentos para poderem sobreviver.

Vamos ser afetados novamente, devido sermos globalizados. Teremos forças para agüentar esse tsunami de proporções maiores do que a crise de 2008? Temos que deixar de ser amadores em política econômica, pois Economia Mata.

Outro assunto importante em economia é o aumento de tributos, redução de custos nem pensar, dá muito trabalho e temos muito tiriricas no governo.

Temo 157 tributos, compostos por impostos, taxas e contribuições. Com criação de mais um teremos 158 tributos e se deixar viveremos de tributos, como nos tempos do Sheriff of Nottingham, tempos do Rei  Ricardo Coração de Leão.

Se controlarmos os gastos e não gastarmos mais do que arrecadarmos, não teremos problemas econômicos. É mais fácil aumentar os tributos, isso pega. O CPMF quando foi criado até parecia justo, porém durou uma eternidade e o seu propósito nunca foi cumprido e tem gente que quer
te-lo de volta. Porque razão?  Eu sei. A receita tem que controlar e necessita deste imposto. Óbvio.

Enfim, a inflação esta de volta, só os míopes não a viam. Porém continuam não enxergando a sua natureza, não estamos convivendo com inflação de demanda e sim, com inflação de custos. Que saudades de Mário Henrique Simonsen.

Alerta, não podemos continuar a ser um dinossauro herbívoro, corpo gigante com cabeça pequena e celebro menor ainda, temos que agir rápido se não o bicho pega, muito papo e pouco som. Entenderam porque a economia mata.