Para abordarmos esta questão relativa a inflação em nosso país, é necessário entendermos o que é inflação e quais são os seus tipos.

Inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro.

Existem 4 tipos de inflação:

  1. Inflação de Demanda – a demanda (consumo) é maior      do que a capacidade instalada para atendê-la, o que gera pressão nos      preços;
  2. Inflação de Custos – os preços de insumos aumentam      (como petróleo),as empresas repassam para os produtos;
  3. Inflação Inercial – salários e outras coisas      indexadas pela inflação de um período anterior fazem ela se repetir no      atual;
  4. Inflação Psicológica – Aumenta o preço de um item      no mercado (gasolina) todos aumentam os seus preços, independente se compõe      seu preço e quando lançam não levam em conta a sua participação, é      volátil.

Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.

Pode-se dizer que a inflação atinge de fato todas as classes sociais, porém umas são mais sensíveis a ela, enquanto outras são menos.

As classes mais ricas têm mais condições de repassar os aumentos de custos sofridos, por exemplo, reajustando os preços das mercadorias produzidas nos meios de produção de que dispõem, ou possuem acesso facilitado.

Quem é assalariado tende a sofrer mais com a inflação, visto que o reajuste de seus salários (visando o aumento ou correção de seu poder de compra) ocorre em períodos fixos (por exemplo, anualmente), normalmente com atraso em relação à evolução da inflação.

Quem possui renda mais baixa, geralmente possui grande parte de seu orçamento comprometido com produtos de necessidades básicas (alimentação, transporte, saúde, etc). Um aumento de preços nesses produtos certamente terá um grande impacto no orçamento.

A inflação é a principal variável responsável por diversas distorções que ocorrem em nossa economia, principalmente as indexadas a distribuição de renda. Os assalariados não têm a mesma capacidade técnica de repassar incrementos de custos, coisas normais no dia a dia empresarial, o que os torna deficitário até a chegada de um novo reajuste.

Outro aspecto interessante é a denominada Ilusão Monetária, que seria a interpretação errônea em relação ao ajuste do salário nominal com o salário real, por definição e que gera por sua vez a percepção errada de maior renda e conseqüentemente decisões equivocadas. As pessoas julgando-se mais ricas demandam mais bens e serviços e, com oferta a pleno emprego, causa dessa forma de inflação.

Porém, atenção esforços para manter a estabilidade completa de preços pode levar a deflação (queda constante de preços), que podem ser bastante destrutivas, estimulando falências, concordatas e finalmente recessão, que é o descontrole da economia.

Atualmente em nosso país temos grandes incertezas de nosso futuro o que tem desestimulado o nosso tão necessitado investimento e poupança.

A redistribuição de renda feita nesse governo beneficiando classes sociais, bem como as criando: Classe C e D.

Para entendermos temos que voltar às origens. Naquele tempo as classes sociais eram simplesmente: A, B e C. Na evolução do tempo em nosso país criou-se mais uma  a dos miseráveis, aqueles que não tem o que comer e nem tem moradia , mora nas ruas da cidade, tornando-se mendigos.

Mais a frente com o tremor da Pirâmide Social começou-se a aparecer rachaduras e fragmentos na classe B: B1, B2, B3, B4 e assim sucessivamente.

O Governo liberou a então bolsa família e gerou a classe C e D.

A geração dessas classes com a injeção de recursos abundante provocou um tsunami de consumo nunca dantes visto, provocando uma inflação de demanda (consumo). A caixa d!água vazou e voltou ao normal a economia. Porém com novos aumentos, o ataque voltou forte, porém o alvo era outro os importados e ai o bicho pegou.

Crise mundial, queda do consumo interno para produtos nacionais, minimização dos investimentos e poupanças, problemas na exportação, o quadro ficou preto. O Governo então ordenou que o BC diminui-se os juros da SELIC, desenvolveu um pacote econômico para alguns setores da economia, diminuiu impostos para produtos da linha branca, criou salva guarda para produtos nacionais no que tange a produtos chineses, como forma de incentivar o consumo e com isso baixar as expectativas inflacionaria.

O que vemos no país são indícios de crescimento econômico, mas não desenvolvimento econômico e isso é ruim.

Os volumes de recursos injetados na economia já estão trazendo resultados no mercado como o aumento da inadimplência. Muita gente comprou pelo impulso e agora não tem como pagar. Falta orientação financeira, educação financeira e por fim disciplina e planejamento. Simples, não?

O Governo sinaliza que o país vai crescer em torno de 5% em 2012, com a inflação convergindo para 4,5% no fim do ano. Não posso negar que o mesmo adotou medidas e estímulos para isso.

Neste ano teremos eleições e aumento de salário. Perceberam. O desemprego está na faixa de 5,6% (verdadeiro ou falso) e tem gente dizendo que é baixo. Segundo o relatório Focus, o IPCA que mede a inflação brasileira fechará o ano em 5,6% e a meta da inflação é de 4,5% em 2012 e de 5,20% em 2013.

A taxa Selic deverá permanecer em 9% até o fim de ano e em 2013 em torno de 10%.

O PIB segundo FOCUS será de 3,20% em 2012 e 4,20% em 2013 e por último a taxa de câmbio deverá ficar em 1,78 real por dólar.

Essas são as últimas estatísticas, o governo tenta amenizar a gravidade.

Outra coisa que incomoda é que com a crise internacional que é uma continuação da de 2008, nossa economia foi impactada, pois vivemos em um mundo globalizado, não vivemos isolados. Nossa indústria veio caminhando devagar desde do fim do ano e agora freou de vez desacelerando, pois a demanda caiu, dependemos do comercio exterior e sofremos dentro de casa concorrência desleal, que é o caso de produtos chineses. Com isso, a indústria de transformação ajustou-se a demanda, tentando desovar seus estoques, o que estatisticamente é negativo. Não existe um processo de desindustrialização e sim um desaquecimento da demanda face a crise internacional, que só não vê quem é cego.

Por fim gostaria de deixar para reflexão uma frase do Economista Americano Milton Friedman “ Se você quer saber quem é responsável pela inflação, olhe-se no espelho.”