Estamos acompanhando os noticiários apreensivos, pois as noticias não são nada boas para este ano e tão pouco para o próximo.

Políticas populares são adotadas sem critério econômico nenhum, é o considerado assumir riscos não controlados.

Senão vejamos, tínhamos há décadas atrás uma pirâmide social aonde não se necessitava usar óculos para vê-las em gráficos.

Ela se dividia em três classes: a A, a B e a C. A base da pirâmide sempre foi a C, lógico no mundo inteiro.

Com o tempo e mudança de lideranças nacionais no governo, usando o artifício de que seria necessário uma reforma ligeira na distribuição de rendas do país, dando condições ao mais carente de sobreviver com dignidade e certa qualidade, criaram a Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Ajuda ao preso e a sua família e outras benesses financeiras.

Com isso injetaram na economia milhões de reais, forçando assim o consumo.

Bem, a estrutura da Pirâmide mudou, então: Permaneceu a classe A, a dos milionários; a Classe B que ficou toda fracionada dessa forma: B1; B2… B1000, tendo como medida técnica o valor de salários recebido ou renda familiar.

A curva da classe média foi sempre ascendente, atualmente ela é descendente, é a classe culpada de tudo e que paga tudo, o governo tem horror dela. A Classe A o governo precisa e a Classe C e D o governo adorna e manipula.

Continuando o raciocínio, a Classe C, também foi fracionada e sua curva é ascendente, doida para assumir o codinome de Classe B, porém será difícil de acontecer, porque ela não tem educação financeira, o que a faz baquear mediante a economia, isso é: consumir demais e se endividar, com o apoio do governo, que as estimula a gastar ao invés de poupar.

Novidade é a criação da Classe D, a denominação da antiga Classe C, foi o que restou.

Por fim, uma Classe escondida dos economistas e do povo, puro preconceito, a Classe E a dos Miseráveis, aquelas pessoas que moram na rua e vivem do nada, uma vergonha para o país e que todos tentam esconder embaixo do tapete.

Com a crise mundial cada dia mais arrochada, os países emergentes passam por dificuldades, pois somos globalizados e dependemos muito do comércio exterior.

Com isso, os sintomas da doença começam a aparecer, falta de investimentos, desemprego a níveis perigosos e consumo não controlado e aumento da inadimplência.

O PIB projetado ara o ano está em 1,6% e a inflação em ascensão podendo chegar a 5%.

Inflação que agora se mistura em: inflação de demanda fruto do consumo descontrolado das classes C e D que não detém ensinamentos de controle financeiro, aliás, o governo dá exemplo e ai é seguido e inflação de custos, indicie de preços diferentes da inflação oficial, decorrente de mercados, fundamentada em operações de produção e mercado.

Resumindo: Injetamos dinheiro na economia, nunca dante visto e esperamos que tudo se transforme normalmente, que as pessoas fiquem mais felizes com dinheiro que nunca tiveram. Gente, em economia vivemos de suprir nossas necessidades às vezes por impulso incontrolável. Vamos fazer a redistribuição de rendas com inteligência. Não podemos gastar mais do que recebemos.

Temos que sobreviver com trabalho e tecnologia, nossas empresas vão ficar mais apertadas se tomarem decisões de investimentos com espírito empreendedor, pois o mundo face a crise está criando artifícios de defesa de suas industrias  e por que não de suas economias, atitudes aliás, naturais de sobrevivência.

Fica a cada dia mais claro que irão sobreviver somente aqueles que criarem diferenciais com qualidade, mas uma coisa não pode ser esquecida, falta em nosso corpo ambiental à ação mágica: PLANEJAMENTO, que para o nosso corpo fisiológico denomina-se CORAÇÃO, sem ele não viveremos.