Com uma carga tributária absurda, um Custo Brasil estonteante, nosso país torna-se um dos mais caros custos de vida do mundo.

Uma cesta básica cujos incrementos de números relativos chegam a custar 40% do valor do salário mínimo, encarecendo a vida do brasileiro e nos tirando o poder de compra, de que adianta tentar fazer distribuição de renda se o cidadão torra tudo o que percebe sem saber o gosto.

O índice de preços supera a inflação e com isso nos deixa muito apreensivo, pois de nada adianta perceber rendimentos e investir em poupança se a caixa d’água de nossa economia está vazando para todos os lados e não adianta colocar Durepox, pois não existe aderência.

Você vai à Itália ou ao EUA e vê que o custo de vida desses países é extremamente menor do que aqui no País, são incríveis as comparações, somente quem viaja sabe a verdade.

Esse nicho nos leva a sonhar e a traçar planos de um futuro melhor, de desenharmos nossos projetos nesses países e assim sermos realmente felizes.

A tal da distribuição de renda, só está é acabando coma a Classe Média, diminuindo o seu poder de compra. A Pirâmide Social foi redesenhada, criando inúmeras faixas de rendas, para agradar a população carente, que detém o poder de voto.

Os impostos indexados aos nossos produtos é um afronto, chegando a média a quase 38% ou mais, minimizando a demanda, levando o governo a reclamar da queda de consumo e do endividamento da sociedade.

O crescimento econômico para 2013 não passará de 2,3% em uma previsão otimista, pois em virtude de estarmos globalizados, sofremos influência da política econômica dos EUA e da Europa e China e que não são as melhores no momento.

Somos lentos em ações corretivas e não praticamos ações preventivas, em termos conjunturais. Não negociamos bem junto ao mercado internacional.

Chamamos a atenção que temos um furo na caixa escancarado que são as contas do setor público, que está tendo o pior resultado nos últimos 12 anos, registrando um déficit primário de R$432 milhões (Banco Central), receita menos despesas sem a inclusão de juros.

Os juros da divida publica passam de 5,13% para 5,23% do PIB. O Governo para remedar a situação tenta um bloqueio de gastos que somará cerca de R$28 bilhões adicionados a R$15 bilhões.

Com isso irá fazer uma economia de gastos para pagar os juros da divida pública de 2,3% do PIB equivalente a R$110,9 bilhões.

Porém a conjuntura econômica não colabora com o governo. Preocupação com a demanda e crescimento, o governo aceita uma inflação de até 6,5% ao ano em 2013 e já estamos com 6%, previsões anteriores desenhavam uma inflação de 4,5%.

Tapar os furos da caixa d’água é difícil, para quem não previu os acontecimentos, não planejou o crescimento e agora no desespero procura ter confiança para as ações que pretendem desenvolver.

Acredito que devido o não conserto da caixa d’água, o crescimento pretendido já foi para o espaço, vindo ou não as medidas declaradas, o impacto é muito pequeno e o Banco Central está indo em direção contraria ao crescimento aumento os juros básicos da economia.

Temos que comprar uma caixa d”água nova, não há solução melhor do que esta.