Atualmente temos cerca de 99 % de micro e pequenas empresas no pais e 84% de empresas familiares, o que vem provocando sérios gargalos no crescimento e desenvolvimento a longo prazo.

Isso, gera o problema de sucessão nas empresas e no quadro estatístico de fechamento e mortalidade.

Para melhor entendimento quanto ao processo sucessório, temos que entender que o Sucessor é o indivíduo que irá substituir o mandatário, podendo ser herdeiro, membro da família ou que não apresenta nenhum grau de parentesco. A Sucessão Empresarial divide-se em dois grupos: sucessão corporativa e sucessão em empresa familiar

Seja através de um profissional ou herdeiro de família, as empresas além das turbulências de mercado, crises econômicas, processos de reestruturação e reorganização, também devem voltar sua energia e de seus gestores para a questão sucessória, já que esta pode se tornar um elemento facilitador ou dificultador para o processo de inovação que é cada vez mais crucial para o sucesso empresarial.

Acionistas atritados, familiares insatisfeitos, negócios perdidos, energias direcionadas para a resolução de pendências societárias e não para o objeto fim da empresa por parte dos seus administradores, são alguns dos indicadores de que as relações entre os sócios apresentam problemas. Estes incidentes podem levar a um decréscimo do lucro ou mesmo à geração de prejuízos, pois muitas vezes a empresa fica inerte, perdendo importantes oportunidades de negócios.

Existem problemas jurídicos e financeiros de grande abrangência nesse processo, porém não é o nosso foco, pois existem especialistas para isso, o que veremos é o enfoque sucessório no âmbito da micro e pequena empresa familiar.

O Sebrae/MG na presidência de Stefan Bogdan Saleg, implantou em Minas Gerais a Escola Técnica de Formação Gerencial modelo Austríaco, que visava gerar empreendedores que iriam suceder o comando nas empresas familiares de Minas.

Escola excelente no seu conteúdo programático, com um corpo docente de primeira, experientes e capazes, que teriam como objetivo, transformar esse garoto de 16 anos em um empresário de alta qualidade, com enorme capacidade de gestão, minimizando assim, o processo de mortalidade e maximizando o processo de sucesso.

Muitos deles em provas de capacitação acadêmica tem se saído muito bem, acima do conhecimento adquirido por alunos formados em faculdades de administração. Capacitados em desenvolver planos de negócios, esses meninos apresentam à sociedade o Projeto Vitrine, que são projetos viáveis de negócios e que podem ser comercializados.

Outro projeto interessante é o Empretec, também do Sebrae/MG, que gera empreendedores que com a técnica adquirida muda o norte de uma empresa, guiando-a ao sucesso.

Mas infelizmente, nem todos pensam assim, e o que vemos é o constante fechamento de empresas, por não terem mais lideres para nortear o rumo e ai, preferem encerrar as portas, quando não, por não adaptação ao momento contemporâneo de administração confrontam o insucesso financeiro.

Acredito que falta o comprometimento de toda sociedade, não só o empresário, mas também o poder publico em todas as suas esferas, incentivando e investindo no setor produtivo, deixando de ser Xerife na conjuntura econômica, não podemos matar a galinha dos ovos de ouro.

Vai demorar para mudar o quadro, pois esse problema é crônico, temos que repensar nossas atitudes, correlacionadas a cultura do país e seus programas de educação em toda a sua amplitude. Não podemos tapar os olhos com peneira, temos que agir, mas com competência, lembra-me um nome de uma música de Tim Maia : Me de Motivos e acho que temos demais.

Devemos romper o cordão umbilical entre empresário e o Governo (Paternalismo), não devemos ficar a mercê dos governantes, existe até um ditado de que se o governo não interferir é melhor , pois assim ele não atrapalha.

A óptica do empresariado do primeiro mundo é diferente da nossa, enquanto aqui, fechamos as empresas, por falta de capacitação gerencial, excesso de tributos e outros obstáculos administrativos e financeiros, nos países desenvolvidos eles fecham uma atividade econômica por outra atividade melhor, essa é a diferença, isso é cultura.

Em um país onde existe desigualdade para com os desiguais, fica difícil sobreviver, mas como dizia Guilherme Afif Domingos, todo dia nasce gente e morre gente, todo dia nasce empresa e morre empresa, não devemos ficar presos a querer evitar a mortalidade, pois é uma questão natural, o que podemos fazer é minimizar os acontecimentos, com qualificação da mão de obra, qualificação empresarial em gestão e a utilização das ferramentas disponíveis no ambiente, com os fatos citados anteriormente.

Para o Brasil se tornar realmente um grande país, temos que quebrar os nossos paradigmas, temos que ser competentes e competitivos, nossas empresas terão que apresentar diferenciais, afinal, vivemos em um mundo globalizado, onde somente os fortes sobrevivem.