Já vínhamos observando que a economia brasileira apresentava alguns fragmentos em sua construção, visto uma política econômica confusa, que focava exaustivamente em um modelo de crescimento baseado estritamente na demanda.

Foram feitos subsídios junto aos setores no tocante a redução de impostos e taxas, visando provocar a recuperação da conjuntura.

Esses subsídios agora retirados visto o setor público encontrasse deficitário e ai mudou o rumo da economia, sedimentando-se na política fiscal.

O enfraquecimento da demanda permitiu a queda de emprego e uma diminuição dos valores salariais em média.

Com esse fato, assistimos uma corrida aos investimentos da comunidade relativos às Cardenetas de Poupança, que tiveram uma redução drástica, chegando a bilhões, que tinham por objetivo assegurar a sobrevivência das pessoas que se encontram desempregadas.

Sem poder de compra e muito endividada, a população fica a mercê da economia, que nos últimos anos vem tendo uma curva descendente, já ultrapassando a abcissa, não sinalizando recuperação.

Com a visão turva a população, convive dificilmente com a estagnação e recessão.

Quando deram ênfase ao apagão de mão de obra, foram dadas várias justificativas e a primeira é que as pessoas não tinham qualificação. Essa falta de qualificação na minha visão é secular e não de agora. Não se tratam as causas e sim os efeitos.

Passada a febre e o modismo, volta-se agora com essa crise econômica a questão da mão de obra sem qualificação. Setores reclamavam que não havia gente querendo trabalhar, fatores como Bolsa Família e Seguro Desemprego, colaboraram para que isso acontecesse. Criada normas mais severas na questão do seguro desemprego e redução dos valores da bolsa família, começam a aparecer um regimento de mão de obra a busca de colocação e ai, volta-se a questão da qualificação. Lembro a todos que emprego não há e sim trabalho, pergunta-se com o paternalismo existente: Quem quer trabalhar?

Os efeitos do Petrolão, operação lava jato, causaram inúmeras demissões nos setor industrial e de serviços, atingindo em temos de conjuntura o comércio.

Em um país tecnicamente dividido, chamado esse fenômeno de Dois Brasis, aonde taxas de desemprego chegam a 10,4%%, 9,2%%, 8,4%, etc, no Nordeste e no Sul e Sudeste chegasse a 4,3%%, 5,9%%, 6,2%%, 7,4%%, etc, ficamos bastante preocupados, visto esses percentuais estarem em processo de ascensão, acirrando ainda mais a crise.

Para os leigos, o desemprego ocorre quando o trabalhador é demitido ou entra no mercado de trabalho e não consegue uma vaga de trabalho.  Essa situação é muito triste, pois a pessoa começa a apresentar sintomas de problemas psicológicos, como depressão, ansiedade, mau humor, desespero, etc., gerando transtornos familiares.

Vamos entender a situação em 2015, com relação às principais causas que levam ao desemprego.

Citaremos primeiramente a questão antes debatida que é a baixa qualificação profissional, as empresas procuram pessoas que possam fazer diferenças, o mercado é muito competitivo; os investimentos de megas empresas geralmente se concentram em tecnologias e isso também leva a demitir pessoas, como no caso das indústrias automobilísticas e no setor de serviços as instituições financeiras que desenvolvem caixas eletrônicos e o sistema de bankline; não menos importante a questão do tema de nossa matéria, que é a crise econômica pela qual passa o país e o mundo. Estamos vendo o aumento das taxas de inflação provocando o aumento dos preços, o ajuste fiscal, onerando bruscamente a sociedade e mercado, o que irá aprofundar cada vez mais a queda do consumo. Com os custos altos as empresas são obrigadas a demitir se quiserem sobreviver. A política relativa à contratação de pessoal também causam danos, pois contratar custa muito e o empresário às vezes prefere aumentar as horas extras no processo produtivo do que contratar mais mão de obra.

Governistas ficavam falando que o país estava no pleno emprego, pura falácia, pois pleno emprego ocorre quando no país, todos os trabalhadores em situação de trabalho encontram-se empregados, o que não aconteceu, acontece muito achismo por ai.

Milton Friedman em uma das suas memoráveis frases disse: Se você quer saber quem é responsável pela inflação olhe-se no espelho.

Gosto de me espelhar no Milton, um dos mais importantes e influentes economistas do século XX, fundador da Escola Monetarista de Chicago.

Alguns de seus princípios não aplicados no Brasil explicam de certa forma a nossa atual crise:

Liberdade econômica com mínima participação do Estado, o que vemos é que no país o Estado quer interferir sempre, pois sua política sempre será fiscalista/tributarista; Diminuição do tamanho do Estado, no país, o que se vê é o engrandecimento cada dia mais da máquina estatal; Economia de Mercado como fonte para a prosperidade do país e das pessoas, o que se vê é o contrário e finalmente uma política fiscal baseada na redução de impostos e não a atual pretensão do governo com o ajuste fiscal.

O que se pode perceber é que também resultado de uma das frases histórica de Frideman, “Os Governos nunca aprendem. Somente as pessoas aprendem.” E para fechar com chave de ouro, as palavras do milionário Tião Maia: Nunca gastar mais do que você recebe, somente assim , você terá equilíbrio e bonanza.