Com o atual quadro da economia brasileira, os empresários estão com os pés no freio adiando investimentos e os novos empreendedores receosos de iniciarem os seus projetos, isso é uma constante.

 A economia brasileira está estagnada, estamos afundando. Vivemos uma das maiores crises da história do país, não existe espaço para ilusionistas que tentam enganar as pessoas dizendo que tudo não passa de uma nova “marola”.

Política econômica errada aplicada pelos ministros do governo anterior, apostando no consumo e numa falácia de melhor distribuição de renda, nos levou ao fundo do poço, gerando crimes de responsabilidade fiscal e gerando um total desestimulo da produção, maximização do desemprego (11 milhões de desempregados), recuo de investimentos internos e externos, acentuado pela maior crise moral do mundo.

Não somos competitivos, não temos produtividade, não temos infraestrutura adequada, esquecemos que estamos vivendo em um mundo globalizado. Não existe planejamento por mais que falemos e cobremos, o rombo das contas públicas é enorme ultrapassando a casa dos 100 bilhões de reais.

Nossa cultura é de apagar incêndios, só fazemos alguma coisa quando as mesmas acontecessem, o planejamento estratégico é um palavrão para as autoridades, a ordem é gastar mesmo sem lastro e depois colocam um óculos escuro e diz que não viram nada e não sabem de nada, simples assim. A operação que o governo utiliza é o que a Empav – Empresa Municipal de Pavimentação e Urbanização de Juiz de Fora faz constantemente em nossa cidade: “Operação Tapa Buracos.”, surgiu, tampa.

A crise política se sobrepõe a crise econômica e ai emperra as soluções que poderiam vir para nossa sobrevivência e esse problema é canceroso, prejudicando sensivelmente o país nos investimento na saúde, educação, segurança, obrigações do Estado.

Hoje o Brasil com o novo governo tenta recuperar a credibilidade perdida, devido aos constantes escândalos e a total impunidade dos atores responsáveis pela destruição do país.

Já fomos rebaixados por várias agências internacionais e o nosso futuro está comprometido, exigindo mudanças urgentes. O crescimento do PIB será negativo em 2016 em torno de -4%, temos só esperanças em final de 2017 e quem sabe em 2018.

A equipe econômica do governo atual é referencia de competência o que nos deixa um pouco tranqüilo com o nosso destino, mas temos que estar preparados para digerirmos medidas duras a porvir, não queremos o agravamento do quadro recessivo. O governo anterior, populista em excesso, incompetente em matéria econômica, deixou de fazer o seu dever diário, cobrando simplesmente do empresário o dever de casa. Um ajuste fiscal terá que ser feito, cortes em despesas generalizadas, algumas inacreditáveis, redução de investimento público populista, diminuição da máquina federal e até de ministérios inócuos. A retomada do crescimento e desenvolvimento econômico do Brasil é de responsabilidade do governo, temos que cobrar, não existe espaço para adivinhos, achistas, pessoas sem capacitação na direção dos nossos rumos. Essa nossa incerteza econômica e política é um agravante para conter investimentos no país. O país está se tornando mais pobre. O crescimento potencial do país é muito menor do que era no ano passado. . A nossa produtividade parou de crescer já há vários anos e ela tem sido negativa nos últimos tempos.  o custo social da crise será grave. “O avanço do desemprego é a pior coisa que pode acontecer para uma sociedade civilizada.“ E pensar que tudo isso começou  em 2008, com a crise do Lehman Brothers.Agora justificar que perdemos o rumo em função somente da crise internacional não é justo visto os desmandos econômicos, administrativos e fiscais do governo anterior, que sonhava transformar o país em um distrito da Bolívia.

O país hoje precisa de confiança, e é o que temos depois da troca de governo, uma expectativa positiva que somam com os anseios da sociedade, acho que sairemos da sinuca de bico.