Plano de Cargos e Salários uma ferramenta eficaz da Administração.

 

 

Muitos empresários têm reclamado que não existe comprometimento dos funcionários para com a empresa, que com um aumento de 50 reais (Musica 50 reais de Nayara Azevedo) a pessoa troca de empresa.

Pesquisa realizada em Juiz de Fora-MG, nos demonstrou que algumas empresas não estão retendo talentos e que estão adiando treinamentos, pois a situação econômica do pais e do mercado são adversas, além de que sempre dizem que quando investem  a pessoa qualificada escolhe outra empresa para trabalhar.

Porém eu acredito que tudo isso é correlacionado a questão de que empresas na condição mais de média empresa não têm utilizado a ferramenta de Plano de Cargos e Salários.

Em tempos passados as relações de trabalho especificamente empregado-empregador era falsa tolerância, um achando que o outro está lhe prejudicando; com a relação com sindicatos baseavam no pleno confronto; no processo produtivo havia uma baixa participação dos empregados nas decisões (tomadas de cima para baixo.

Isso mudou com a administração moderna, eu como Gestor de Qualidade Total, vejo a relação empregado-empregador de pura interdependência, confiança mútua; relação com sindicato baseado no diálogo, com convergência de interesses; alta participação na tomada de decisões, assim se administra.

A administração de cargos, salários e benefícios é influenciada pelo tipo de pessoas que a empresa necessita para desempenhar as atividades fundamentais para a empresa, pois o colaborador (funcionário) motivado pela expectativa de crescimento produz mais, ele vê no horizonte o seu futuro. A evolução do trabalho braçal (artesanal) para o trabalho intelectual (mecanizado e automatizado) fez migrar a ênfase da habilidade física para habilidades técnicas e intelectuais. Essa mudança influenciou no modelo de remuneração adotado. O ser humano é um ser social, vive em sociedade, e quando ele cresce na empresa sua ambição também cresce e tudo ao seu redor cresce também, é uma indexação.

Não adianta você pagar a uma pessoa um salário razoável mensalmente e só ter aumentos por alterações inflacionárias ou quaisquer outros critérios, é necessários o colaborador se sentir bem na função e saber que através do Plano de Caros e Salários ele pode evoluir em pouco tempo, através de aquisição de novas técnicas, conceitos, métodos e conhecimentos, na realidade é a concretização de um sonho.

Para entendermos melhor vamos utilizar Teoria das Necessidades de Malow, para Maslow, são cinco as necessidades humanas, partindo da mais básica até a mais complexas, temos: fisiológicas, segurança, social, autoestima e auto-realização. A partir do momento que uma necessidade está relativamente satisfeita, a necessidade seguinte passa a ser o fator motivador de nossas atitudes.

 

Existem discussões sobre esse assunto relativo à motivação, o pessoal de relações humanas e nós os economistas. Questionando assim: O que motiva?

1º lugar: Desafios. 2º lugar: Integração. 3º lugar: Oportunidade de crescimento profissional. 4º lugar: Estabilidade. 5º lugar: Oportunidade de desenvolvimento profissional: 6º lugar: Plano de Cargos e Salários. 7º lugar: Benefícios.  8º lugar: Valorização e reconhecimento. 9º lugar: Imagem da Empresa frente ao mercado. 10º lugar: Visão de Futuro. 11º Participação nos Projetos da Empresa. 12º lugar: Acesso ás novas tecnologias. 13º lugar: Educação.

Não consigo analisar essas questões em separado, acredito que o resultado profícuo é oriundo da mistura de tudo em uma única forma, a falta de uma desarticula todo o raciocínio e o resultado, é sem dúvida nenhuma um conjunto sistêmico. Já o entendimento de colocação de lugares depende de cada um em seu entendimento, mas são necessários todos.

Lógico que o universo de micro e pequenos negócios, não existem sob o meu ponto de vista a utilização dessa ferramenta, pois a empresa não suportaria a estrutura e os custos.

O que eu chamo a atenção é que ainda existem empresas na era do dinossauro, acreditando que o seu colaborador não é colaborador e sim um inimigo com o qual ele tem que conviver.

Não querendo ir contra a reengenharia, sem querer querendo, tenho outro conceito polêmico, que é o de que a responsabilidade está correlacionada com o salário. Isso é quanto mais responsabilidade maiores remunerações ou benefícios. Isso pode ser ajustado no contexto do Plano de Cargos e Salários, normatizando os procedimentos e regras, não deixando seus usuários a cegas.

Enfim, como Economista sempre valorizo o Planejamento e Plano de Cargos e Salários que é planejamento formalizado, vale o que está escrito, o tempo do fio do bigode já foi.

 

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